domingo, 30 de novembro de 2008

Jornalismo 2.0: Uma miscelânea de informação.

Na última sexta-feira, 21, na Casa do Barão, em Itu, realizou-se o evento promovido pelo portal www.itu.com.br sobre Jornalismo 2.0.

Jornalismo 2.0 é uma nova forma de fazer Jornalismo. Usando as várias fontes e recursos da internet, a nova tendência é saber pescar informações na avalanche do mundo digital e, com jornalistas versáteis, usar todos os recursos que o “planeta zero e um” pode proporcionar ao Jornalismo.

Esse novo mundo traz consigo a rapidez da informação - sem processos densos e intrincados. Afinal, o público não tem a responsabilidade com a verdade que as grandes mídias têm. Portanto, qualquer cidadão pode testemunhar um fato ou ouvir um boato, gravar no celular e posteriormente publicar através de blogs, ORKUT, youtube e similares. Dessa nova realidade surgem novos horizontes que atravessam um mundo ainda desconhecido no universo da Comunicação.

Durante todo o dia, excelentes palestras estimularam novas idéias para moldar a Comunicação Social para os próximos anos. Profissionais que entendem do assunto pensaram como será o cenário da imprensa para um futuro já presente.

Pollyana Ferrari, jornalista e doutora em Comunicação Social pela USP, mostrou de forma clara e contundente as tendências dessa nova idiossincrasia jornalística. Ela investigou o jornalismo online 2.0 com sutileza e concisão para um público sedento por conhecimento.

Armênio Guedes, jornalista e ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), ex-secretário de Luis Carlos Prestes, falou sobre as austeras ditaduras vividas no Estado Novo e no Regime Militar. Olga Sodré, psicóloga clínica e doutora em filosofia pela Sorbonne (antiga Universidade de Paris, na França), esmiuçou a obra do historiador Nelson Werneck.

Além desses, também participaram do debate: Alan Dubner, Anicleide Zequini, Cadu Lemos, Camila Bertolazzi, Carlos Piazza, Deborah Dubner, Fabio Steinberg, José Marcio Mendonça, Manoel Fernandes, Marcelo Coutinho, Mylton Ottoni, Roberto Mayer e Rodrigo Tomba.

A nova realidade jornalística está se transformado rapidamente, assim como o fluxo das informações correntes no mundo digital. Cabe aos jornalistas perpetrarem pelas florestas fechadas desse oceano de informações para criarem uma nova forma de fazer Jornalismo. E, a partir disso, produzirem a engrenagem que transformará o mundo pelas vozes dos arautos da verdade.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Fotos: Adriane Cacielle de Souza.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lévi-Strauss: Cem anos de pensamento.

Claude Lévi-Strauss, etnólogo e antropólogo, é um dos maiores intelectuais do século XX. Na próxima sexta-feira ele completará cem anos de idade.

Conhecido como o fundador da antropologia moderna, o francês estudou durante três anos várias tribos indígenas no Brasil, fazendo várias excursões para o Centro-Oeste e o Norte do país. Em contato com índios cadiuéus, bororos e nambiquaras, começou a esboçar as bases do estruturalismo, corrente que revolucionou a antropologia em meados do século passado. Acompanhou também a incógnita morte do antropólogo americano Buell Quain, que estudou com ele as tribos indígenas na década de 1930. Quain foi encontrado morto, um suicídio aparentemente desconhecido, isolado em uma tribo brasileira.

As várias missões etnológicas e as experiências em Mato Grosso e na Amazônia foram contadas em seu terceiro livro "Tristes Trópicos" (1955), também considerado uma espécie de autobiografia intelectual. É tida por muitos como a obra-prima do etnólogo, em que ele fala de certa desilusão com alguns paradigmas do pensamento civilizado europeu.

Em "O Pensamento Selvagem" (1962), Lévi-Strauss demonstra que não há uma verdadeira diferença entre o pensamento primitivo e o moderno. "Não se trata do pensamento dos selvagens e sim do pensamento selvagem. É uma forma que se atribui a toda Humanidade e que podemos encontrar em nós mesmos, mas preferimos, no geral, buscá-la nas sociedades exóticas", explicou o antropólogo.

Por ser de origem judia, Lévi-Strauss se refugiou da Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos, em 1941, dando aulas em Nova York, onde conheceu o lingüista Roman Jakobson, que teve uma grande influência sobre seu pensamento.

Em suma, o estruturalismo apreende a realidade social como um conjunto formal de relações. Pretendendo, assim, chegar ao "modo de operação" do espírito humano.

Atualmente Lévi-Strauss vive recolhido no apartamento que viveu nos últimos 50 anos em Paris e recebe poucos amigos. Ele é extremamente tímido, mas tem uma grande capacidade de ouvir, o que é, de certa forma, uma dádiva. "Estamos num mundo ao qual já não pertenço. O que eu conheci, o que eu amei, tinha 1,5 bilhão de habitantes. O mundo atual tem 6 bilhões de humanos. Já não é o meu mundo".

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

América Latrina

O Brasil elegeu um metalúrgico beberrão, a Argentina, uma populista “santinha”, a Bolívia, um índio sultão da cocaína, a Venezuela, um golpista demagogo, e o Paraguai, um bispo de passeata.

Assim caminha a América Latrina...

Pelas privadas fétidas de seus banheiros de rodoviária...

Com seus ridículos ridicularizados pelo seus próprios ridículos...

E as vozes latinas clamam: LIBERDADE LATINA À LATRINA!

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O índio do gelo.

Além de um conhecimento profundo da vida e dos hábitos dos animais, os índios possuem técnicas que variam de povo para povo. Os esquimós têm uma cultura muito rica, principalmente com relação à caça. Eles se distiguem dos demais povos indígenas pelo clima gélido do seu habitat e, consequentemente, pelas técnicas de sobrevivência diferentes dos demais indígenas.

Eles habitam as terras árticas e compartilham o mesmo habitat natural com o urso polar há milhares de anos. Além de caçar esses carnívoros para utilizar sua carne e sua pele, essas populações do hemisfério norte assimilaram, ao longo dos séculos, muitos hábitos do urso polar na luta pela sobrevivência: pegar as focas, descolar-se na superfície gelada e construir casas que protejam do rigoroso frio do ártico. Abater um urso polar é uma das maiores provas de coragem para os esquimós. Ajudado pelo seus cães e empunhando apenas uma rústica lança, o caçador do Ártico enfrenta esses temíveis predadores. Os esquimós possivelmente aprenderam a construir os iglus (cabanas de gelo) observando as tocas ou cavernas que o urso polar escava na superfície congelada. A pele do urso polar constitui o melhor meio de proteção contra o frio polar. Esse tipo de agasalho é muito comum entre os esquimós e até hoje os cientistas não conseguiram produzir um vestuário sintético capaz de aquecer o corpo humano tanto quanto a pele desse enorme animal.

O documentário "Nanook of the North" mostra bem a realidade de um esquimó com sua família. Filmado em 1922 por Robert Flaherty, o filme é considerado o primeiro documentário cinematográfico.

O poder de adaptação do homem é realmente fantástico. Na tela lívida e muda de “Nanook”, Flaherty mostra fantasticamente alguns exemplos dados pelos esquimós: Como a vida é maravilhosa e que viver de forma consciente não é tão difícil como pensamos. No entanto, os homens civilizados insistem em viver na prisão da vida moderna que, entre outras coisas, abstém o simples pensamento livre, que gera a consciência.

Assim como os esquimós, os homens civilizados também lutam pela sobrevivência. A única diferença entre eles é que o homem civilizado não dá valor ao seu habitat natural, eles apenas constroem a destruição e destroem o construtivo, tornando a vida biodegradável.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Decisão, recessão e Humanização.

O novo governante dos Estados Unidos da América será decidido hoje. O vencedor do pleito encontrará a maior economia do mundo às caras de uma recessão mundial. À economia debilitada soma-se a má aceitação do atual presidente, George W. Bush.

Entre as tantas insistências no "errado" do legado de Bush, como a Guerra no Iraque, os americanos acordaram para a necessidade de mudança. Essa mudança foi canalizada na jovialidade do democrata Barack Obama - que muitos consideram o híbrido de Martin Luther King Jr. (1929-1968) com John Kennedy (1917-1963). Liderando as pesquisas com 51,6%, Obama tem grande possibilidade de assumir a Casa Branca em 20 de Janeiro e trazer de volta o sonho americano.

O 44º presidente dos Estados Unidos enfrentará a pior recessão econômica desde o crack da Bolsa de Nova York, em 1929. Se já não bastasse, os americanos têm demonstrando inquietação sobre ameaças terroristas e pessimismo com relação a questões internas. “O eleitorado americano - em geral reticente a mudanças fundamentais - está hoje mais apreensivo com a continuidade do processo”, disse Daniel Gotoff, sócio da Lake Research Partners, em entrevista ao The New York Times, na sua edição de hoje.

Em meio à turbulência, o eleitorado está agora mais temeroso da continuidade da situação vigente. As pesquisas mostram que somente 19% dos americanos acreditam que o país está no caminho certo - o índice mais baixo em uma década (em julho de 1997, 44% dos americanos acreditavam que o país estava na direção certa e apenas 40% julgavam que estava no caminho errado). Agora, um total de 68% acredita que o país está no caminho errado.

O aumento da insatisfação ds eleitores deu origem a esse desejo palpável de mudança em três frentes cruciais: aumento da segurança internacional e nacional, prosperidade compartilhada em questões de economia interna e maior prestação de contas do governo ao povo que pretende servir.

Um mundo transformado: a maior economia do mundo não é mais baluarte, um negro, ao que tudo indica, governará a nação quimérica na sétima arte e o mundo se esvai por toda parte. O mundo precisa de mais uma transformação: A transformação da consciência humana diante da iminência de sua autodestruição. A sobrevivência da raça humana no planeta Terra, o maior problema da História da Humanidade, parece não estar em primeiro plano na pauta presidencial americana. God, please, save us of this invisible monster. Just Humanization could be save our lifes.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

sábado, 1 de novembro de 2008

Carnaval fora de época: O ópio da juventude moderna.

Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. O Carnaval francês tem nos desfiles de corsos, nas batalhas de confete e nos espetáculos de marionetes e de teatro de rua, seus pontos de maior atenção, concentrando-se principalmente na cidade de Nice. Nova Orleans (E.U.A), Toronto (Canadá) e Rio de Janeiro se inspiraram no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

A palavra "carnaval" está relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que acabou por formar a palavra "carnaval" a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica.

Paradoxalmente aos preceitos católicos, no Brasil, a cultura do carnaval ultrapassou não só os limites etimológicos mas, também, os limites de um período determinado durante o ano para seus festejos. Os carnavais fora de época têm como objetivo levar diversão aos amantes da alegria. Entretanto, o "carnaval das micaretas" deixou de ser um evento cultural para ser simplesmente evento, ou seja, apenas uma empreitada que resulta na subjugação do ser humano diante de si mesmo, tornando, assim, um ópio amargo de tristeza que aparenta ser doce de alegria.

Com a miríade de problemas da Sociedade moderna precisamos realmente fugir tanto da realidade com essas pseudo-alegrias? Esquecer do outro, esquecer dos aspectos humanos, ignorando seus problemas, é, acima de tudo, esquecer de nós mesmos, é nos afastar covardemente da nossa própria existência. A nossa liberdade também prende.

Os anseios dos seres humanos mostraram, no curso da História, que, muito além de alegria, buscamos felicidade plena. A publicidade desses eventos, "vendem" uma "felicidade" efêmera como sendo absoluta. E grande parte dos jovens gostam desse tipo de evento, alimentando o monstro do absurdo e, portanto, tornando-o aceitável. Se a esperança são os jovens...

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

"Dá pra brincar, dá pra comemorar,
Só não se sabe muito bem por quê.
Entrou de cara na realidade,
Na quarta-feira que eu quero ver..."

Trecho da música "Mucama" da banda Cidade Negra.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Teatro e Liberdade

A Cia. Teatral Cômico apresentou a peça “100% Humor” no teatro Maestro Gaó, sábado, dia 25, em Salto, São Paulo. A peça consiste em improvisações teatrais e é baseada no programa americano “Whose Line is It Anyway”.

A companhia surgiu em janeiro de 2003 a partir da junção de diferentes grupos amadores de Salto.

Assim como as demais faces da arte, teatro é, sobretudo, liberdade. Desde as célebres tragédias clássicas de Ésquilo e Sófocles, a liberdade de expressão foi o motor dessa arte milenar. A idéia do grupo saltense dá asas à liberdade teatral pela interatividade entre público e palco.

Após a apresentação de sábado, o empresário Luiz Caggiano, 50 anos, salientou a dinâmica da peça, dizendo que “cada apresentação é diferente da outra”, dando oportunidade ao espectador de assistir a peça mais de uma vez e senti-la de formas diferentes em cada apresentação. Os estudantes João André, 21, e Daniele da Silva, 17, disseram que a peça é “muito engraçada”.

Além da excelente apresentação e, consequentemente, do sucesso de público, o Grupo 100% Humor fez da liberdade genuína a essência da verdadeira arte. E, cuidado! Realmente eles podem te matar de rir...

O grupo se apresentará todo mês de novembro, aos sábados, sempre em sessão às 20:30, no teatro Montécnica, em Salto. Os ingressos podem ser adquiridos na Ourivesaria Ouro e Prata por 10 reais.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Fotos: Maurício Bueno.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A "Brisa" de Briseida.

A juventude de outrora tornou-se os homens de hoje. Aos poucos, esses novos homens criaram uma nova linguagem, novas ações, enfim, uma nova humanidade. Assim sendo, a vida tornou-se somente mito. Essa crença no enigmático construiu uma sociedade baseada em valores que não valorizam a própria realidade.


Os mitos gregos, como o de Briseida, que foi seqüestrada durante a Guerra de Tróia por Aquiles, depois que este matou seus três irmãos e seu marido, o rei Minos, mostram como os dogmas sempre caminharam junto com o espírito do Capitalismo moderno. Até que ponto é necessário destruir para construir?

Acreditar em utopias é confortável, porém não se muda nada somente à moda das idéias. É necessário mais. É imprescindível o equilíbrio tênue entre teoria e prática, aceitando o lugar-comum de uma em relação à outra, para que nossas vidas não sejam abaladas pelo furacão do Sistema ante a fraca brisa da mudança.

Analisando os fatos, precisamos mesmo é criar uma Nova Era, uma nova realidade prática através de novas teorias.

Com homens conscientes, a consciência se torna símbolo da própria arbitrariedade do ser humano.

Para que a Terra, em um futuro não muito distante, venha tornar-se inóspita e tenha um triste fim, nada melhor que criarmos novos homens. Para que, talvez, esses novos homens sejam, se não eternos, duradouros e conscientes da responsabilidade óbvia de todo homem na Terra: Gerar conhecimento para viver de forma sustentável, modificando a natureza de forma responsável.

Trocando em miúdos, precisamos postergar a patética ética social que cria monstros que se auto-destroem, para criar deuses que façam os mitos tornarem-se reais, e a vida, para muitos, tornar-se não mais uma velha ferida. Nesse contexto, a necessidade proeminente é fazer da sapiência a maior das ciências.


Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

No centenário da morte de Machado de Assis quem morre é a língua portuguesa.

Com obras que marcaram a literatura, como "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881) e "Dom Casmurro" (1900), além de diversos contos, o escritor brasileiro Machado de Assis é, para muitos, o maior escritor de língua portuguesa e um dos maiores do mundo. Hoje, 29 de Setembro, faz-se exatos cem anos de sua morte.

Machado de Assis sempre mostrou um estilo único. Com uma linguagem simples e ao mesmo tempo complexa, ele critica a sociedade de sua época e, sobretudo, o comportamento humano. Ele é considerado um gênio não somente pela literatura em si, mas também pela sua postura crítica diante de uma época com costumes ortodoxos. Em 1872, Em "Carta a Lucio de Mendonça", ele disse: "Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir". Podemos dizer que Machado de Assis era um romântico parnasiano, ou seja, um homem que sabia o que era certo ou errado de acordo com o momento e o contexto histórico.

Na nossa realidade histórica, como contraponto à genialidade do literato brasileiro, um Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, e que entra em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vai afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Segundo o Ministério da Educação, haverá um prazo de transição até o fim de 2012, em que as grafias serão aceitas em todos os oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

O Novo Acordo tem alguns pontos positivos, como a extinção do trema, que era, na verdade, uma redundância do sentido prático da escrita, e já não era usado pela maioria das pessoas. A unificação da ortografia nos países que adotam a língua portuguesa também é positiva. Porém, o contexto cultural que transforma uma grafia - com suas peculiaridades - não pode destruir, e sim construir. Sendo assim, uma língua rica de suas origens históricas, como é a portuguesa, empobrece sem querer.

Em resumo, é importante reformar a língua para sua adaptação ao cenário atual, mas também é importante valorizar suas peculiaridades históricas e sua essência. O hífen, que sempre foi o catalisador que transformava duas palavras e uma só, morreu subitamente. Exemplo: Guarda-chuva agora será guarda chuva. O hífen era o que hibridizava duas palavras em um só objeto ou idéia, o objeto guarda-chuva no caso. Pior que isso será escrever "ideia" sem acento. Já foi difícil agora: o Microsoft Word acentuou automaticamente a palavra "idéia", tive que voltar e retirar o acento. Mas nem tudo são rosas em terra de gentio. O que Machado de Assis acharia do Novo Acordo se ainda estivesse vivo?

Por : João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Saiba mais: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u449713.shtml

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Lágrima de Crocodilo

A expressão popular "derramar lágrimas de crocodilo" é usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento. Essa expressão surgiu de um fato real que acontece com os crocodilos. Quando o animal come uma presa, ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, que faz com que os répteis lacrimejem.

Fisiologicamente, a lágrima é um líquido composto de água, sais minerais, proteínas e gordura. Ela é pruduzida pelas glândulas lacrimais nas pálpebras superiores do olho humano e tem como função lubrificá-lo e limpá-lo.

Os atores sabem bem o que é "chorar na hora certa". Mas será que há hora certa para chorar? O senso comum diz que o choro alivia nossas dores. Será mesmo? A singularidade do ser humano derruba qualquer verdade pré-concebida, pois não há uma resposta objetiva que explique por que os seres humanos choram. Pode-se dizer que há uma predisposição maior por parte da espécie de expressar suas emoções, quaisquer que sejam. Segundo pesquisadores em evolução, a idéia de mostrarmos o que sentimos pode ser a base da nossa comunicação e organização social. O choro, geralmente ligado a sensações desagradáveis como dor, perda ou incômodo, seria um dos mecanismos de interação desenvolvido pelo homem e que foi se transformando com o passar do tempo e o desenvolvimento das culturas. Quando alguma emoção nos "leva às lágrimas", o sistema nervoso central ativa as glândulas lacrimais, que produzem mais líquido, o batimento cardíaco e a pressão sanguínea aumentam e a expressão facial muda completamente.O que seria necessário para o homem nesse contexto? Lacrimejar ou chorar?

Eis uma questão para reflexão. Talvez, nós, os seres humanos, sejamos tão evoluídos ao ponto de "abdicar do choro"(no sentido de "mais líquido produzido pelas glândulas lacrimais") e, consequentemente, extirpar nossas angústias (exteriores), fazendo da vida o nosso maior presente. Porém, é necessário "lacrimejar" (no sentido de "menos líquido produzido pelas glândulas lacrimais") para lubrificar e limpar o olho.Entre prescindível e imprescindível, o ser humano continua incognoscível...

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Lágrima

Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por seres generosa,
uma pedra preciosa
a decorar o meu coração!

Quando penso
e penso em ti,
vem o sonho duma paixão,
sonhada, mas por viver!

Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por ver
não estares ao pé de mim!

Apenas sonho
e vem a lágrima…

José Manuel Brazão

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Café Poético.



Início da noite na cidade de Salto, São Paulo.
O dia já é coadjuvante no filme da vida.
A linha tênue entre ficção e realidade
Separa o homem do vestígio da figura humana...
O olho observa a lente.
A mente absorta na magia da imagem...
A luz que gera a fotografia também gera a poesia...

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Foto: William Nunes de Campos. 21.09.2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Lula: Popularidade em Alta e Ideais em Falta.

Com o recorde de popularidade do atual governo, Lula se tornou figura estrutural das campanhas de alguns candidatos petistas, como Marta Suplicy na cidade de São Paulo. No lançamento da candidatura de Marta, no final do mês de junho, a retórica era a mesma do seu assecla presidente há seis anos.

O site do jornal Folha de São Paulo publicou uma pesquisa que mostra que 44,1% dos eleitores votariam em candidatos apoiados ou indicados por Lula. Esses números refletem ainda mais a influência do presidente nas eleições municipais de cinco de Outubro.

José Saramago, grande escritor, roteirista, jornalista e poeta português, falou sobre sua decepção com o governo Lula. Em entrevista, Saramago disse que “esperava mais e melhor de Lula”, pois no Brasil “no fundo não há partidos, há grupos de interesses que se fazem e se desfazem consoante as conveniências”.

A decepção de José Saramago é a mesma decepção que aflige os intelectuais do PT que acreditavam nos ideais do partido. A retórica utópica de Lula não era tão utópica. Era possível sim, mas não só com projetos sociais mesquinhos e uma bonança econômica que veio com o fluir da economia mundial. Faltaram planos para moldar novos cidadãos e não só injetar "mudanças" apenas momentâneas nas classes desfavorecidas. Era necessário um projeto estruturado que recrutasse todos os brasileiros em prol da mudança, um projeto social de fato.

Centrando seu discurso na crise econômica, Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura da 63ª Assembléia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York, disse que a privatização dos lucros e a socialização das perdas é uma atitude inadmissível. Ele afirmou ainda que a economia é "séria demais para ficar no ombro dos especuladores". A posição de Lula é totalmente avessa ao que se esperava dele nas eleições de 2002. Em artigo publicado anteontem, 21, para o norte-americano The New York Times, o colunista Roger Cohen alfinetou Lula como "petulante" pela frase do presidente brasileiro: "Crise? Que crise? Pergunte ao presidente Bush".

Artigo na íntegra: http://www.nytimes.com/2008/09/22/opinion/22cohen.html?_r=2&scp=2&sq=Lula&st=cse&oref=slogin&oref=slogin

Em resumo, o filme “A Grande Ilusão”, com o ator Sean Pean e direção de Steven Zaillian, retrata a realidade ilusória da esperança em mudar a ordem vigente através de um governante.

Uma sociedade igualitária, ou seja, com uma distribuição de renda justa, sempre foi o sonho de intelectuais como José Saramago e Karl Marx. Porém, a realidade mostra um sistema fugaz às mudanças. Essa estruturação rígida do Sistema inibe os ideais de mudança, criando uma Sociedade sem esperança em um “futuro melhor”. E a resultante é extremamente perigosa para o desenvolvimento humano, que é - ou pelo menos deveria ser - a mais-valia da própria vida humana.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Saiba mais: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u447536.shtml

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Ataque ao Cofre

Desde os primórdios do Brasil, os gringos atacam nossos cofres. Por vezes sorrateiramente por outras de forma acintosa. Um exemplo histórico: Em 1820, a corte portuguesa no Brasil consumia 513 galinhas, frangos, pombos e perus e 90 dúzias de ovos por dia. Eram quase 200000 aves e 33000 dúzias de ovos por ano, que custavam cerca de 900 contos de réis ou quase 50 milhões em dinheiro atual.

Esses laços históricos deram uma herança predatória da economia do país. Criou-se uma empatia pelos "valores vindos de fora". Por fim o Brasil doa e não recebe, pois o retrato desse "puxasaquismo pelo estrangeiro" não acontece com os brasileiros lá fora.

Hoje em dia, sorrateiramente e com toda legalidade, os imigrantes, que vêm principalmente da Europa, detêm um poder econômico muito aquém da realidade dos brasileiros natos que têm a mesma qualificação profissional.

Em números: O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que a distribuição da população do país segundo a nacionalidade, em 1940, era de 96,6% brasileiros natos, sendo o percentual de estrangeiros de 3,1%. Em 2000, 99,6% eram brasileiros natos. Ou seja, o fluxo imigratório de 60 anos pra cá diminuiu. Porém, 92,9% dos imigrantes atuais ganham mais de 5 salários mínimos. E brasileiros natos, com a mesma qualificação profissional desses imigrantes, ocupam cargos subalternos e, consequentemente, ganham menos (89,8% ganham de 3 a 5 salários mínimos).

O Brasil, ao longo dos anos, adquiriu essa cultura de valorização pelo que vem de fora. A resultante desse processo é um influxo que dificulta o crescimento econômico do país.

Em um mundo globalizado a imigração é imprescindível. A pluralidade do mercado exige isso. Entretanto, no Brasil tudo acontece diferente do que deveria ser. Em outros países, como os EUA, as vagas são disputadas com isenção de nacionalidade. Apenas pela competência profissional. E aqui há sempre alguém para "puxar pro lado do gringo".

Sem loas ao chauvinismo, o Brasil precisa rever seus conceitos, para que nossas riquezas possam gerar desenvolvimento para nós, os brasileiros.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Depois de Hugo Chávez, o estúpido da vez é Evo Morales.

[...]O alerta do presidente boliviano, Evo Morales, de que um golpe contra ele era iminente, e as evocações do movimento que depôs o chileno Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, foram fatores cruciais para que a líder chilena, Michelle Bachelet, decidisse convocar para hoje, em Santiago, a reunião de emergência dos 12 países da União Sul-Americana (Unasul). Fontes diplomáticas afirmaram ao Estado que, logo após a decisão, teve início um intenso esforço para romper a hesitação do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva - que, inicialmente, havia posto em dúvida a eficácia da reunião para solucionar o impasse político na Bolívia. A avaliação dos promotores da reunião era a de que a ausência do brasileiro esvaziaria definitivamente a cúpula.

De acordo com o jornal chileno La Tercera, Bachelet - que ocupa a presidência pró-têmpore da Unasul - convenceu-se da necessidade de promover o encontro extraordinário depois de conversar com Evo por telefone. Na sexta-feira, o líder venezuelano, Hugo Chávez, havia lembrado que o isolamento político em relação aos países da região tinha sido fator importante no golpe liderado por Augusto Pinochet contra Allende
.

Ante o aprofundamento da crise boliviana e os temores manifestados a ela por Evo, Bachelet convocou o encontro não com a pretensão de apresentar algum plano de mediação entre o presidente e os opositores bolivianos, mas sim para deixar claro o forte apoio político dos países vizinhos a La Paz[...]

Disponível em: <http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080915/not_imp241798,0.php> Acesso em: 15 de Setembro 2008.

Os bolivianos ainda acreditam nas perfídias de Evo Morales
. A priori, é necessário respeitar a voz das urnas (Evo foi eleito por cerca de 53% dos bolivianos e ratificado em plebiscito por 67% dos eleitores). A idéia de uma possível Guerra Civil não passa de sensacionalismo da Grande Imprensa latino-americana. E, também, uma forma de Evo mostrar-se um "coitado" por ser vítima dos seus próprios erros.

O governo boliviano busca enrijecimento econômico para ascender no mercado mundial expandindo suas exportações alicerçadas no dínamo que move o país: o petróleo e o gás natural. Claramente, Evo não quer guerra. Ele quer poder econômico para ter poder político fora dos limites da Bolívia. A Bolívia só tem a ganhar com uma maior autonomia dos Estados insurretos: Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando. Esses estados concentram o grosso das reservas de petróleo e gás. Sendo, portanto, a faixa mais rica da Bolívia. A unilateralidade do governo acaba por criar um Estado oneroso. Só a ganância estúpida de Evo não compreende a necessidade de um Estado plural.

A extrema-direita latifundiária do país não tem força suficiente para mover uma Guerra Civil, pois o poder militar e popular está nas mãos de Evo. Seria tolice confrontar o governo dessa forma. Lula está agindo de forma sensata: Ele defende o diálogo e o respeito à decisão das urnas na Bolívia. Porém, apoiar os acintes de Evo já é absurdo. O jogo político em questão é um pouco mais complexo: o gás natural brasileiro é boliviano. É aí que a situação se complica. A OEA precisa mostrar autonomia e não apoiar as atitudes do caudilho boliviano.

Esse possível "golpe" teria êxito se fosse aquém das armas. E, para isso, os insurretos bolivianos precisariam, sobretudo, de apoio da massa e estruturação ideológica.

Nesses momentos, ao olhar o cenário da atual América Latina, essa segmentação estúpida dentro e fora dos Estados, sinto falta de Simón Bolívar. Darcy Ribeiro, um dos maiores intelectuais brasileiros, ajudou a entender o verdadeiro intento das condutas "reacionárias" de Bolívar. Ele queria uma América Latina unificada, sem barreiras alfandegárias, sem burocracia estatal entre as nações, semelhante ao que acontece na atual União Européia. Esperamos que nossos governantes deixem a ganância de lado e aprendam com os próprios erros.
O Novo Mundo ainda tem mundo que amadurecer.


Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Atentado às Torres Gêmeas: Sete anos, obscuridade e mitos

Após sete anos dos atentados terroristas às Torres Gêmeas do WTC (World Trade Center), em Nova Iorque, nos EUA, muitas perguntas ainda atormentam aqueles que buscam verdades efetivas sobre esse espisódio histórico: Foi mesmo um ataque terrorista? Se foi, Osama bin Laden e a Al Qaeda seriam mesmo os responsáveis pelo ataque? E onde estaria o homem mais procurado do mundo?

Não há provas concretas de que os 19 terroristas indicados pelo FBI estavam envolvidos nos atentados. Nenhum dos nomes aparece nas listas de passageiros e 6 deles foram dados como vivos depois dos ataques por inúmeras cadeias televisivas. Há a possibilidade da Mossad Israelita estar envolvida nos ataques.

No dia do ataque, um residente de Jersey City denunciou o comportamento suspeito de um grupo de homens que pareciam celebrar enquanto filmavam a destruição daquele dia. Os media inicialmente falaram nestes homens, que teriam sido detidos por volta das 16:30 e que supostamente eram árabes. Estes homens eram de fato israelitas. O FBI tinha já detido outros grupos israelitas antes e depois do 11/09, concluindo que alguns deles faziam parte de um "grupo organizado de recolha de informações" criado para "penetrar nas instalações do Governo".

Osama Bin Laden foi o indicado como mentor dos atentados. Uma das "respostas ao terrorismo" foi o ataque ao Afeganistão. Bush lançou um ultimato aos líderes Talibans, exigindo que estes entregassem Osama ou enfrentassem um ataque dos EUA. Bin Laden vivia no Afeganistão, como convidado dos Talibans, desde 1996. Eles concordaram em julgar Bin Laden no Supremo Tribunal Afegão se os EUA provassem o seu envolvimento nos ataques. Porém, a administração Bush pareceu pouco interessada em opções que não levassem ao ataque àquela pobre, mas estrategicamente importante nação da Ásia central.

Outro fato estapafúrdio do pós-11 de Setembro é Osama continuar desaparecido após sete anos. A idéia de que não há pistas do homem mais procurado do mundo não é totalmente aceitável. A CIA (Central Intelligence Agency), o serviço de inteligência norte-americano, tem um poder inimaginável aos olhos da Humanidade. Cogitar que a CIA não tem nenhuma informação a respeito do paradeiro de Bin Laden seria ingenuidade.

Uma das hipóteses válidas é que o ataque de 11 de Setembro foi o pretexto que a administração Bush arranjou para invadir países do Médio Oriente. O Afeganistão foi um ponto estratégico para o início da expansão do domínio norte-americano nesta zona. Apesar de ser um país pobre, o Afeganistão é vizinho dos maiores países produtores de Petróleo do Mundo. Para sustentar essa hipótese, o Iraque foi invadido em 2003, dois anos após o fatídico episódio em Nova Iorque.

Os Estados Unidos de hoje é uma nação descendente, sua hegemonia econômico-cultural decresce aos poucos, embora ainda absoluta em poder político. Sete anos atrás eles já tinham em mente essa possível ruptura de poder. Portanto, é absolutamente necessário questionar os fatos mostrados pela impressa e nos orientar pelas ações do Estado americano após a tragédia para tirarmos nossas próprias conclusões. A incógnita do momento é: qual será a postura do próximo presidente americano em relação à do governo Bush?

Questão: E os Estados Unidos sempre precisarão da obscuridade para fazer valer sua retórica totalitária e consagrar seus mitos?

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

domingo, 7 de setembro de 2008

Sete de Setembro: A pobreza de um país rico.

Você acha que o Brasil é um país independente? O que seria um país independente? Teríamos motivos pra comemorar essa data com pompa e alegria? Essas perguntas foram feitas para cidadãos de diferentes níveis sociais e culturais em Alfenas, Minas Gerais.

Jorge Cândido dos Santos, 62 anos, pedreiro, disse que o Brasil é um país livre, independente e não há nenhum outro país no mundo mais independente que o Brasil. E concluiu dizendo que o único empecilho para o desenvolvimento do país seriam os políticos corruptos. Já o jovem Johnathan Pereira Meira, 20 anos, auxiliar de escritório e estudante, disse o contrário: “Não é independente, pois deu brecha para que outros países (principalmente os Estados Unidos) ditem as nossas leis.” Valquíria Teste, 27 anos, vendedora, disse que o Brasil é super dependente e que precisamos mudar muita coisa, principalmente na política.

Para Salvador Edmundo Guedes, 31 anos, artista plástico, também o Brasil é um país dependente. Na opinião de Salvador, em termos econômicos de auto-sustento, o Brasil é um país totalmente independente. Somos dependentes por que somos um país vendido. “Podemos muito bem plantar o que quisermos comer, pois o aço do mundo é nosso, as frutas do mundo são nossas, o cereal do mundo é nosso, somos o maior produtor de grãos da América Latina.”

A dona de casa Marisa Aparecida Cirino, 37 anos, disse que não há motivos para comemorarmos a independência do Brasil, pois "pagamos tantos impostos e não vemos nenhum retorno social e cultural para incentivar o futuro do país que são os jovens".

Concluímos, portanto, que a população está insatisfeita com a política implantada no país. Porém insatisfação não gera mudança. O pensamento e a ação moldam novas realidades práticas. Estamos sendo vendidos ao mercado importador. Os jovens estão desempregados. Não há incentivo para o desenvolvimento cultural e profissional. Não há infra-estrutura. A nossa política depende do que acontece lá fora para desenvolver idéias aqui dentro. Em época de eleição é a hora de buscar mudança, mas não votando em Malufs da vida. É a hora e a vez da excelência, de melhorias práticas. Se você não concorda com os fatos e não acha nenhum candidato bom o bastante, se candidate e ponha em prática seus ideais. A verdadeira política é o consenso e não o poder. É o diálogo e não a demagogia. É a ação e não a reação.

É impossível falar de país, nação, Estado, e até mesmo de História, sem envolver política. Entre os corriqueiros escândalos de corrupção no Governo Federal, o presidente do Senado, Sr. Renan Calheiros, criou empresas “fantasmas” e pagou-as em dinheiro não-declarado ao imposto de renda. O nosso Brasil está andando para trás (e os brasileiros já esqueceram?). E só nós podemos mudar esse quadro. Com muita luta, coragem e perseverança a razão social será igualitária além do “boca pra fora”.

Infelizmente, a resultante dos fatos é um país extremamente dependente e frágil em seus valores. E a linha tênue entre os lemas de nossa bandeira soam como uma ironia estúpida. É lastimável ver o país mais rico do mundo sofrer tanto com a pobreza (em todas suas faces), com a desordem e com o retrocesso. Não basta só comemorar uma data se não houver ação.

“Sete de Setembro
Data tão festiva
Mais uma piada
Dessa terra tão querida.”

Trecho da música "Sete de Setembro" da banda punk paulista Blind Pigs.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Foto: William Nunes de Campos.

sábado, 6 de setembro de 2008

Brasil: Das diferenças à eficiência

A partir do ano que vem, os alunos das escolas públicas do Estado de São Paulo terão aulas a respeito da diversidade sexual, com o intuito da respeitabilidade no convívio social.

[...]Por determinação da Secretaria de Estado da Educação, todos os professores deverão trabalhar com o tema, de forma interdisciplinar, em aulas a partir da 7ª série do Ensino Fundamental. O objetivo é difundir entre os alunos o respeito à orientação sexual, além de quebrar tabus e dúvidas dos estudantes sobre a sexualidade.

O projeto da secretaria, apesar de ser o primeiro a abordar o tema de forma que integre todas as 5,5 mil escolas da rede estadual de São Paulo, segue uma tendência já apontada pelo Ministério da Educação (MEC), que, desde 2005, mantém cursos de capacitação sobre o tema para professores, disponibilizando inclusive matérias para o trabalho nas escolas.[...]

Disponível em: <http://cafe-da-manha.blogspot.com/2008/08/sp-escolas-vo-abordar-diversidade.html> Acesso em: 6 de setembro 2008.

Em uma Sociedade diversificada, o convívio harmonioso entre diferenças é imprescindível para uma boa estruturação educacional e social. A escola é o primeiro contato fora do lar que as crianças têm. Portanto, é a hora de uma socialização saudável, onde o respeito deve nascer e se desenvolver para a formação de um adulto consciente das diferenças entre culturas, classes e até mesmo times de futebol.

O desenvolvimento intelectual de um cidadão, alicerçado no respeito, gera um mecanismo automático que o faz enxergar as boas condutas de cada indivíduo sem relevar credo, cor ou classe social. Criando, assim, uma espécie de "olho para ver coisas boas".

Deixando de julgar as pessoas através do pré-conceito, nossas relações serão muito mais sensatas. Ser punk ou gay não faz ninguém diferente de ninguém. O que determina as diferenças entre cidadãos é o caráter e suas condutas e não sua opção religiosa, musical ou sexual.

A iniciativa do Governo do Estado de São Paulo é louvável. Assim como o preconceito racial, a diversidade sexual é também um tabu que precisa ser quebrado para que possamos moldar um novo cenário para o Brasil que queremos (e precisamos): um Brasil eficiente, que cria seus cidadãos em berço esplêndido para garantir o penhor da igualdade.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A deterioração urbana

A melhor forma de entender o presente é caminhar o olhar pelo passado. O processo de urbanização das cidades brasileiras se deu em um momento conturbado da História. A dominação européia juntamente com a hecatombe indígena pela aristocracia jesuítica, foi um dos fatores que fez com que nossas cidades fossem, arquitetonicamente e humanamente, tão mal planejadas.

Após um início errôneo, no final do século XIX e início do século XX, o fluxo de europeus que fugiam da crise econômica européia e vinham para o Brasil inchou as cidades e, ao mesmo tempo, o êxodo rural ajudou nessa súbita expansão da população urbana. Os europeus trouxerem as tecnologias para a agricultura, o que diminuiu a oferta de empregos. A conseqüência desse dínamo foi o não planejamento da expansão de cidades como São Paulo, gerando a opressão social que salienta diversos cataclismos modernos.

A solução encontrada pelos oprimidos, distantes do consumo capitalista e da magia explorada pelo mercado, é a criminalidade, que é a única alternativa ao alcance dessas classes.

Além da conversa fiada de políticos da politicagem, a solução para esses problemas que vêm do passado é mais simples do que se pode imaginar: a reorganização do campo de trabalho, como a inserção de mão-de-obra proletária nos produtos agrícolas, que, também, pode ajudar a frear a emissão de gases que contribuem para o aquecimento global. A busílis da mudança é a não solicitude dos tecnocratas. Abrir mão de lucros e investir no ingresso de mão-de-obra não é um discurso que os sultões da tecnologia querem ouvir. É aí que a Humanidade se mostra mais humana do que deveria ser.

Quantas pessoas jogam papéis no chão e depois reclamam de enchentes nas grandes cidades? Quantas pessoas deixam perder quilos de alimento no congelador e lamentam ao ver a fome na esquina de casa?

A deterioração urbana se confunde com a humana. E só nossas condutas dirão se a hipocrisia e o mercado ganharão a queda de braço com nossa modernidade arcaica e sem planejamento.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Segunda Guerra Fria

As olímpiadas de Pequim terminaram. E durante toda competição a disputa por medalhas entre Estados Unidos e China foi um reflexo da competição político-econômica entre as duas nações.

No passado, a extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) guerreou friamente com os E.U.A. em uma corrida espacial e ideológica. A guerra foi chamada "fria" porque não houve qualquer combate físico, embora o mundo todo temesse a vinda de um novo conflito mundial pelo poderio militar das duas potências. Os americanos defendiam seu capitalismo e os sovietes pregavam o socialismo estalinizado. A bipolaridade política dessas duas potências da época refletem a bipolaridade capitalista de hoje: Estados Unidos, com sua hegemonia de longa data e a China, com sua escalada ao cume da montanha do mercado.

Essa "nova Guerra Fria" fez a China investir pesado na preparação de seus atletas para mostrar ao mundo uma futura hegemonia e dominação. A cultura chinesa é tortuosa aos costumes ocidentais. Talvez, essa diferença cultural, juntamente com o problema demográfico, seja o grande problema para o comando econômico da China. O ocidente já assimilou as ideologias de mercado norte-americanas, como, por exemplo, o modelo fordista de compra (64,2% das pessoas que moram em países ocidentais trocam de celular, pelo menos, de dois em dois anos, o que, por um lado é bom para a China). A força do mercado chinês, que já sofreu com o despotismo comunista de Mao Tsé-Tung, já é realidade.

A expansão da economia mundial interessa ao Brasil. Os governos dessas potências precisam adequar-se às mudanças criadas pela globalização sem entregarem-se ao protecionismo. A Rodada Doha foi o maior exemplo disso.

Os chineses estão com os olhos abertos e ganharam força com o espetáculo olímpico. No cenário da Olimpíada a China já levou a melhor. No plano econômico o futuro ainda é incerto. Resta saber como será a adaptação dessas potências em relação às transformações que o mundo passará durante a próxima década. Quem conseguir se adaptar melhor às tendências e necessidades da humanidade poderá levar o ouro no plano político-econômico.


Saiba mais:


http://br.geocities.com/sousaraujo/textos/china2.htm

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/08/21/comentario_ascensao_da_china_vai_alem_das_medalhas_1588323.html


Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Rússia X Geórgia - Uma guerra lógica?

[...]A Geórgia acusa a Rússia de armar os rebeldes da Ossétia do Sul, que tentam a separação desde a guerra civil da década de 90, quando a região declarou sua independência. Moscou nega essas acusações. A Rússia está insatisfeita com a ambição da Geórgia de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança de defesa ocidental), e acusou o país de concentrar suas forças em torno das regiões separatistas, onde tropas de paz russas estão estacionadas.

Depois da queda da União Soviética, em 1991, a Geórgia votou pela restauração da independência que havia brevemente experimentado durante a Revolução Bolchevique. No entanto, a postura nacionalista refletiu em problemas com a região norte da fronteira da Geórgia, habitada pelos ossetas - um grupo étnico distinto natural das planícies russas, ao sul do rio Don. A Ossétia do Sul fica do lado georgiano da fronteira, enquanto a Ossétia do Norte fica em território russo. Apesar disso, os laços entre as duas regiões permaneceram fortes e o movimento pela independência osseta foi estimulado pelas dificuldades enfrentadas na época dos czares, no período comunista até atualmente. Quando a Geórgia se separou da União Soviética, o governo nacionalista proibiu o partido político da Ossétia do Sul, o que levou os ossetas a boicotarem a política georgiana e realizarem suas próprias eleições - pleito que foi considerado ilegal pela Geórgia. Os conflitos entre os separatistas e as forças georgianas começaram nesta época, mas o Exército da Geórgia não exterminou os rebeldes ossetas por medo de uma intervenção russa. A Ossétia do Sul proclamou sua independência em 1992, mas sua autonomia não foi reconhecida pela comunidade internacional. A região quer ser agregada à Federação Russa, assim como a Ossétia do Norte. A situação está frágil desde 1990 e se agravou ainda mais há quatro anos, quando os georgianos começaram a realizar operações policiais e de combate ao contrabando na região.[...]

Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/08/russia_trava_guerra_contra_georgia_diz_presidente_georgiano_1508081.html> Acesso em: 27 de agosto 2008.

A grande divergência que gerou o conflito armado entre russos e georgianos não foi a questão étnica. Conflitos étnicos já foram motivos de guerras em um passado não muito distante: o anti-semitismo nazista na Segunda Guerra Mundial, sendo, também, apenas fachada. O que os alemães queriam era frear o expancionismo ecônomico-ideológico judeu. Assim como os russos querem frear os ideais libertários dos georgianos.

"Essa é uma agressão direta da Rússia... Estamos sofrendo agora porque queremos ser livres e queremos ser uma democracia multi-étnica", disse o presidente da Geórgia em entrevista.

A Rússia, que ainda tem laços reacionários herdados da extinta União Soviética, luta pelos seus interesses. A etnia é apenas um pretexto para burlar a ONU e fazer o conflito "aceitável". O que os russos buscam é autonomia na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), e despertar novamente seu nacionalismo conservador. Já os georgianos lutam, em legítima defesa, por uma liberdade utópica. Liberdade com os ideais da Revolução Francesa, mas que são diamantes nas mãos de quem não tem poder político. Afinal, porque a Rússia quereria anexar terras em seu Estado ultra-ortodoxo? Novas terras, ou seja, novas idéias, só iriam desestabilizar o governo russo.


A Geórgia é um país pequeno, com apenas 5 milhões de habitantes (menos da metade da população da cidade de São Paulo), que busca seu lugar ao Sol.

O Brasil é privilegiado em questões étnicas. Um país miscigenado de negros, índios e europeus, unidos em uma só nação, laica, porém em paz. Os georgianos dariam-se bem com o povo brasileiro. Não existe nação mais harmoniosa, multietnicamente falando, do que o Brasil. Um olho na guerra e outro no potencial do povo brasileiro.

"Justum enim est bellum quibus necessarium, et pia arma ubi nulla nisi armis spes est."

"Justa, na verdade, é a guerra, quando necessária, e piedosa são as armas quando só nelas reside a esperança."

Saiba mais:

http://www.euronews.net/pt/article/09/08/2008/thousands-dead-in-south-ossetia-fighting/

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

40 anos se passaram do dia que marcou o fim da "Primavera de Praga"...

O dia 20 de agosto tornou-se um dia de tristeza àqueles que conhecem a história da "Primavera de Praga". Passados exatos quarenta anos, e ainda em voga, a "Primavera de Praga" foi um dos eventos que marcaram o ano marcante de 1968. Aquém das revoltas estudantis eclodidas na França e expandidas pela Europa, a "Primavera de Praga" foi um socialismo de fato ou apenas um devaneio dos intelectuais tchecos. A Tchecolosváquia de 68 vivia, assim como todo mundo, uma transformação. O Partido Comunista Tcheco interessava-se em promover grandes mudanças na estrutura política, econômica e social do país. Comandada pelo líder do Partido Comunista local, Alexander Dubcek, esse "socialismo com face humana” foi vivido durante a primavera tcheca, quebrando o paradigma de que o sistema socialista é necessariamente despótico.

Dubcek defendia um socialismo "desestalinizado" no país, removendo os vestígios de autoritarismo, que considerava anomalias crônicas do sistema socialista.

[...]O secretário-geral do partido prometeu uma revisão da Constituição, que garantiria a liberdade do cidadão e os direitos civis. A abertura política abrangia o fim do monopólio do partido comunista e a livre organização partidária, com uma Assembléia Nacional que reuniria democraticamente todos os segmentos da sociedade tcheca. A liberdade de imprensa, o Poder Judiciário independente e a tolerância religiosa eram outras garantias expostas por ele.
A população apoiou as propostas de Dubcek. Acreditava-se que era possível transformar, pacificamente, um regime ortodoxo comunista para uma social-democracia aos moldes ocidentais. Com estas propostas, Dubcek tentava provar a possibilidade de uma economia coletivizada conviver com ampla liberdade democrática.

A União Soviética, temendo a influência que uma Tchecoslováquia democrática e socialista, independente da influência soviética e com garantias de liberdades à sociedade, pudesse passar às nações socialistas e às "democracias populares", mandou tanques do Pacto de Varsóvia invadirem a capital Praga em 20 de agosto de 1968. Dubcek foi detido por soldados soviéticos e levado a Moscou. Na cidade de Praga a população reagiu à invasão soviética de forma não violenta, desnorteando as tropas. A organização quase espontânea foi em parte liderada pela cadeia de vários pequenos transmissores construídos às pressas por membros do exército tcheco e aficionados por radiotransmissores: a Rádio Tchecoslováquia Livre. Cada emissora transmitia instruções para a população por não mais que 9 minutos e depois saia do ar, dando o espaço para uma outra, impossibilitando assim a triangulação do sinal. Suas instruções eram para a população manter a calma e sobretudo não colaborar com os invasores. Os russos ainda tentaram trazer uma potente estação de rádio para criar interferências nos sinais, porém, os ferroviários tchecos com uma extrema negligência, atrasaram a entrega e quando a estação chegou ao seu destino estava inutilizável.

Os russos conseguiram uma ocupação total em poucas horas, porém chegaram a um impasse político, as diversas tentativas para criar um governo colaboracionista fracassaram e a população tcheca foi eficiente em minar a moral das tropas. No dia 23 se iniciou uma greve geral e no dia 26 se publicou o decálogo da não cooperação: não sei, não conheço, não direi, não tenho, não sei fazer, não darei, não posso, não irei, não ensinarei, não farei!

A paralisação dos trens, interrompeu a comunicação com os países aliados e para evitar que os tanques chegassem até Praga, as placas foram invertidas e depois pintadas com uma tinta fácil de raspar, quando os soldados raspavam as tintas para verem a indicação correta, acabavam indo na direção de Moscou.

Enquanto isso, os raptores contavam a Dubcek que a população tcheca estava sendo massacrada como fora a população húngara 12 anos antes, o que o levou a assinar um acordo de renúncia.
As reformas foram canceladas e o regime de partido único continuou a vigorar na Tchecoslováquia. Em protesto contra o fim das liberdades conquistadas, o jovem Jan Palach ateou fogo ao próprio corpo numa praça de Praga em 16 de janeiro de 1969.[...]

A conduta humana, quando recebe algo em contrapartida aos seus interesses, vê-se na obrigação de censurar, de atacar, de guerrear. A ação soviética em Praga foi apenas uma das tantas argüições dos detentores do poder mediante o risco de perdê-lo.

Hoje, no Brasil, o presidente Lula e a cúpula do PT (Partido dos Trabalhadores) não acreditam, mas ponderam um terceiro mandato para a situação. Embora sem muita veemência, essa hipótese já é por si só um acinte aos brasileiros, podendo tornar-se fato. Entanto, espera-se que a constituição não seja ferida por um ou dois patifes da politicagem, mantendo, assim, a democracia. Na Bolívia, há também o insensato Hugo Chávez que continua pregando a “revolução bolivariana” com sua arrogância de típico caudilho sul-americano. Está aqui. Bem perto de nós. No Brasil, na América do Sul.

O problema do poder é esse seu poder de cegar os homens para o bem-comum. É o poder de deixá-los fechados em si mesmos.

É claro que a "Primavera de Praga" foi um evento lindo, romântico, quase ideal, porém, é tolice pensar que algo tão bom pudesse perdurar ante os benefícios feridos dos soviéticos e a iminência da expansão mundial das práticas socialistas de Praga. Talvez, essa "Primavera" foi uma tolice dos intelectuais comunistas. Se as ações fossem mais articuladas, mais pensadas, talvez fossem mais duradouras. Sobretudo, o evento socialista foi um “socialismo ideal na prática”. Os mais argutos perguntam: Se foi tão bom, por que não deu certo? Respondo no simples: Porque a União Soviética, que era a grande potência socialista, sentiu-se ameaçada. Nada mais. Está explícito no texto acima. Porém, a crítica não está focada na ação soviética _que, claramente, foi abominável como outras tantas_ e sim às condutas humanas, sempre imorais e acordadas com benefícios, na maioria das vezes pecuniários, de um ou de outro que tem o poder de fogo e da palavra. A Primavera de Praga foi uma epifania dos valores práticos do socialismo e das condutas humanas de até então, mostrando empiricamente que é possível, sim, “um socialismo com face humana” e "ações humanas de caráter humano".

E pergunto-lhes: O que seria mais fatídico e lamentável: as torres gêmeas norte-americanas sucumbidas pelos incógnitos aviões no “11 de setembro” ou o “20 de agosto” que marcou o triste ocaso de uma primavera que poderia ser eterna?

Saiba mais:

http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=6821&Itemid=121

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A cultura da política


Época de eleição é sempre igual: os carros de propaganda volante entopem as cidades com propagandas sobre fulanos que só aparecem nessa época quaternária. Com uma dialética simples, essas propagandas quase sempre são criadas em cima de músicas já existentes (as músicas “da moda”).

Folhetos também são freqüentes. Todavia, o que chama atenção é essa mimetização sonoro-ideológica que faz algumas pessoas votarem no “Tião da padaria” só porque ouviu o carro clamar a música que seus filhos dançam nos domingos ao assistir o programa do Faustão.

Horkheimer, um dos estudiosos da indústria cultural, falou sobre o estouro de uma crise do político cujo campo de desenvolvimento seria o cultural. As pessoas não têm ideologia, não têm opinião. É mais fácil votar no “Tião da padaria”, ou em um amigo “bonzinho”, do que analisar o cidadão em si que irá representar-nos durante quatro anos.

Essa isenção da influência do meio só seria dada se tivéssemos opinião. Mas como teremos opinião se o meio nos influência todo momento, ou seja, forma nossa opinião? Simples: não podemos engolir qualquer coisa. É claro que escutaremos toda a ladainha do meio. Porém, se assimilarmos tão-somente o que se pode tirar proveito, seremos cidadãos sensatos, conscientes e honrosos.

Cabe ao meio mostrar os dois lados da moeda. Cabe a nós escolher o melhor lado, mas não por conveniência ou troca de favores, mas pelo todo, pela óbvia ética. O “politicamente correto” morreu. Precisamos de pessoas que tenham ação, que conheçam as leis. Pessoas que farão de sua honra um escudo contra os malefícios do sistema político nacional.

Um parlamentar precisa conhecer a Legislação. É seu ônus saber sobre a máquina que envolve o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. A imprensa, que é tida como “Quarto Poder”, terá a função de mostrar as parcialidades. E nós tomaremos nossas decisões de acordo com sua influência somada a nossos ideais. A ideologia não pode morrer.

O brasileiro assimilou a cultura da massa, do “todo mundo faz”, do “todo mundo ouve”, e nem sempre a maioria está certa. Os poucos poderão ser julgados loucos. Dizia Friedrich Nietzsche: “Antes louco ao meu critério a ser sábio pelo critério dos outros”. Só assim encontraremos o paraíso, e não o pecado, logo ao lado. Ele estará mais perto do que podemos imaginar em realidade prática: na cidade em que vivemos, no lar em que moramos.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Esvair os males requer esforço


Em excelente artigo, Roberto Pompeu de Toledo, colunista de Veja, falou sobre alguns dos males do Brasil proeminentes nesse momento da história nacional. A constante inflexível de acomodação às leis, às necessidades e a todas aflições que os brasileiros passam, dá-se avessa ao que deveria ser a essência das lutas proletárias: conhecer.

Os cidadãos preocupam-se com o dinheiro apenas _deixando de notar toda a engrenagem que envolve o sistema que o leva às suas mãos. Poucos se preocupam com os subúrbios do problema; embora suburbanos. Para que estudar História? Para que entendamos o passado e compreendamos o processo que nos fez como somos em todas as vertentes.

Entender o que se passa com o mundo de hoje em relação à economia, política e sociedade não pode ser senão a mais pura forma de entender a História.

Mas o cenário real é diferente. Há apenas intolerância e revolta pelos fatos; e não pelo que levaram os atos a serem praticados. Alelo à desesperança em um país melhor, o mundo surreal, encarnado nas novelas televisivas, é a válvula de escape das hostes revoltosas. Realmente é difícil manter os pés no chão e encarar a realidade de frente. Entretanto, Neil Armstrong não conseguiria viver sua vida humana no "mundo" da lua.

Se perdêssemos totalmente a fé em um mundo melhor, poderíamos desistir de lutar e simplesmente perecermos desprezíveis e aceitando tudo o que nos impõem.
Homero, sabiamente, garantiu: "Nossos propósitos reclamam nossos esforços". E até hoje acreditamos que viver "fraternidade" e respirar "bondade" é ter a redenção genuína. Enquanto atrocidades e escândalos de corrupção comem o que sobrou do pudor humano.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A decadência das FARC

As FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) veêm-se prostradas de todas as formas. A maior moeda de troca do grupo narcoterrorista, Ingrid Betancourt, sequestrada em fevereiro de 2002, foi libertada na última quarta-feira pelo Exército Colombiano mediante apoio financeiro norte-americano. Em operação "pacífica", o Exército infiltrou-se no grupo e resgatou 15 pessoas que estavam em poder das FARC.

Em frangalhos, política e ideologicamente, as FARC mantêm-se ativa pelo poder financeiro do narcotráfico colombiano. A sempre ideologia revolucionária cubana, na figura de Ernesto Guevara, que embriaga a América-Latina, em suma, acaba por segmentar ainda mais os Estados que precisavam mais do que nunca serem unidos. Os ideais de Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Côrrea (Equador) não podem ser senão o mesmo fratricídio das FARC. Na verdade, o que os sulamericanos precisam é unificar seus Estados assim como a União Européia, e não engolir os caudilhos e as organizações criminosas que corroem, cada dia mais, a sociedade latino-americana.

É importante frisar o trabalho do presidente Álvaro Uribe no combate ao narcotráfico e aos problemas sociais na Colômbia. Um país unificado interessa a todos. Essa segmentação de um mesmo ideal acaba sendo mais uma das infâmias que adoentam nossas vidas.


Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A Alemanha muito além do cidadão Adolf Hitler

O Estado alemão, principalmente a cidade de Munique, é um exemplo em várias áreas, sobretudo na arte de fazer o lixo tornar-se desenvolvimento para o país. Lá, 60% dos dejetos viram fonte de renda e energia. Esse processo vem sendo adotado pelos demais Estados da União Européia.

Os cidadãos, intermediados pelo Estado, separam o lixo doméstico e vêem o lixo tornar-se luxo nas usinas de reciclagem. Cada família gasta 700 reais anuais com o serviço. Entretanto, o dinheiro investido gera benefícios diretos à população nas áreas de saúde, educação e saneamento. Logo, a qualidade de vida dos alemães é melhorada pela consciência ambiental da população mista às formas de cuidar do lixo, provenientes do Estado.

Falta ao Brasil mimetizar boas idéias e não apenas a cultura de massa das grandes potências.

Jean-Paul Sartre dizia, nas suas discussões sobre a existência humana, que "o homem não é o que tem, mas a totalidade do que não tem, do que poderia ter". À ótica sartreana, justificada pelos anseios do homem, poderíamos nos encher com um ímpeto salvador e anti-anti-semita, pois o mundo é o habitat de todos os seres humanos e não-somente de nações distintas.

Conscientizar a sociedade é dever do Estado. No entanto, agir é dever do cidadão. Se pensármos no "espaço para o todo" seríamos uma sociedade "unificada" e postergaríamos diversos cataclismos modernos.

Hitler, que teve uma vida controversa, deixou a herança de um Estado unificado aos alemães. Diferentemente dos tiranos latino-americanos, como Simón Bolívar, que somente criaram países desorganizados e sem compromisso com suas próprias necessidades. Com seu passado atroz, e talvez condenável, a Alemanha trabalhou, indiretamente, em prol do mundo. Enquanto nós a famigeramos e, paulatinamente, destruímos vidas (humanas e não-humanas) muito além do holocausto.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Saiba mais:

terça-feira, 24 de junho de 2008

Yakuza carioca: a desordem confundida com a ordem



Após o episódio entre militares e facções criminosas no morro da Providência, no Rio de Janeiro, a questão que se levanta é sobre os conceitos de ordem e de desordem.

Tal qual a facção criminosa japonesa, Yakuza _que criou um estatuto e um código para suas atividades escusas, _ o crime organizado no Rio mostra um cenário semelhante. Uma ferida aberta que serve de ringue para o confronto entre a organização do crime e a desorganização da ordem. Aos paradoxos, só vê-se uma epifania: ação.

Avesso aos fatos, o governo carioca continua com uma dialética ortodoxa, segmentada em conceitos religiosos e demagógicos, como o senador Marcelo Crivella e o seu projeto "Cimento Social". O sofrimento dos moradores de bem confunde-se com as prerrogativas da bandidagem que "manda" nos morros. E os moradores tornam-se "reféns" do tráfico e das ilegalidades praticadas em escuridão e miséria.

Assim como em todo o Brasil, o governo fluminense continua desprovido de democracia e absurdamente prenhe de demagogia circense e articulista. Com eleições em iminência, a fé obscura e serôdia dos políticos mantêm a população alienada dos fatos terríveis que envolvem a capital carioca. E o Rio torna-se não mais maravilhoso, mas temeroso. Que turistas quererão desfrutar das maravilhas cariocas com a temerosidade de atrocidades tão cotidianas?

O seu próprio veneno seria a cura para a mixórdia? Assim como os deuses gregos que não agem apenas com bondades, mas com admoestações.

Desordem e ordem se tornaram uma coisa só: um axioma funesto que, cada dia mais, mantém a sociedade aquém da ética social. Perdidos no tempo, nos anais da história, continuamos pensando na insigne frase de nossa bandeira: ORDEM E PROGRESSO?

Sem mais: a barbárie e a pusilanimidade estatal é a regra.

Por: João Gabriel Rodrigues e Figueiredo.

Saiba mais:

http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid194947,0.htm